Entrevista exclusiva com o secretário da Cultura do RS

Tive a oportunidade de entrevistar o secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, o cantor Victor Hugo. Este trabalho foi possibilitado pelo site Nonada - Jornalismo Travessia (nonada.com.br), com Rafael Gloria e Thaís Bueno Seganfredo na produção e edição, e o Michel Cortez, na fotografia. Veja abaixo uma prévia e depois clique no link para ler na íntegra.

Mesmo com tesoura no orçamento, secretário de Cultura garante andamento de projetos

foto: Michel Cortez
Sexta-feira 13, o secretário chegou levemente atrasado para a entrevista, marcada para as 10 horas da manhã. Simpático, justificou que havia trabalhado o dia anterior inteiro ali no Centro Administrativo. À noite, havia viajado a Antônio Prado, cidade serrana a 185 quilômetros da capital, para a sessão premier do filme Brasil Talian (documentário sobre a língua originada das colônias de descendentes de italianos).

Naquela semana, ainda não havia sido anunciado oficialmente o corte de 1 bilhão de reais no orçamento do governo para 2015 (publicado no DOE desta quinta-feira, 19). A pasta da Cultura sofreu um corte drástico. A proposta, que era de 102 milhões de reais, caiu para 17,8 milhões. Na ocasião da entrevista, o secretário já previa a tesoura e assegurava o andamento dos editais, licitações e processos iniciados na gestão anterior. Também já havia declarado à nossa reportagem o corte no Fundo de Apoio à Cultura, de 11 para 9,5 milhões de reais.

Apesar do quadro desfavorável no campo dos investimentos públicos, Victor Hugo se mostrou otimista.  Orgulha-se de ter realizado o primeiro concerto de abertura do ano da OSPA no interior, em Pelotas. E revela seguir a orientação do governador José Ivo Sartori: “O slogan do Sartori era este: é o gringo que não promete mas faz”. Logo nos primeiros dois meses, também se adaptou à premissa de austeridade, cortando Cargos em Comissão e montando uma secretaria em que aposta nos funcionários do quadro. Também confiou diretorias acumuladas aos gestores, a exemplo da nova diretora do MAC, Ana Aita, que também é responsável pela direção do Instituto Estadual de Artes Visuais e a coordenação do Centro de Desenvolvimento de Expressão.

De papo aberto, o entrevistado foi enfático em algumas questões. Disse que seu perfil é de não “enrolar”. “Governar é saber dizer não para as pessoas”, afirmou. Também revelou que não está preocupado em fazer “o novo”. “Ao final deste período, estou preocupado que alguém vai dizer: a gestão do Victor Hugo fez o necessário pra época, fez o adequado”, concluiu.

Leia a entrevista na íntegra, no site do Nonada.

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