Para intercambiar no talo!


A internet é um instrumento que conduz a novas socializações, mas que ao mesmo tempo serve de suporte a velhas relações. Maior sinal de que a comunicação primária determina a rede virtual está no novo site de relacionamentos: http://www.folklorear.com/

Assim como Orkut e Facebook, cada usuário cria um perfil através do qual se liga a outras pessoas. A diferença talvez esteja no interesse que leva os internautas a aderirem ao Folklorear. O motivo é a participação em um meio em que transitam artistas e amantes de música latino-americana em suas múltiplas vertentes.

Criei meu perfil há dois meses e pude conhecer muitos músicos argentinos, uruguaios, entre outros, que nunca havia ouvido e que precisava conhecer para me atualizar com o que de mais vanguardista se está fazendo na América Latina afora.

No Folklorear, podemos postar vídeos, músicas e textos. Logo na página inicial, escutamos e vemos trabalhos de membros da rede, com muita facilidade. Entre entrevistas inéditas com León Gieco e videoclipes antigos para homenagear Mercedes Sosa, recém falecida, garimpa-se áudio de nomes menos conhecidos como Nicolás Falcoff, excelente cancioneiro.



Fiquei pasmo em descobrir a virtualização de um intercâmbio de longa data. A música latino-americana sempre foi marcada pela troca de acentos e pelo compartir similitudes. Somos países de histórias gêmeas bi vitelinas, de opressão política nas décadas de 60 e 70 do século XX, e de raízes africanas, iberos e indígenas. Solidarizamo-nos e saudamos nossas peculiaridades há anos, com o pé nas referências sedimentadas e o olho nas revoluções (sejam ideológicas ou tecnológicas).

A apocalípticos e integrados, advirto:- Pasmem! A revolução cultural encontrou lugar na revolução tecnológica!

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