Semilla! sem crise...


O país estava em crise. Era 2001. Era uma crise econômica forte. Na Argentina. Lembram?

Eram jovens ligados à música. Ligados ao rock. Ao folclore. Vocês não os conhecem...

(Já ouvi dizer que são os tempos críticos que inflam as mais opulentes surpresas)

Nasceu então a banda Semilla. Aqui a apresento a vós, brasileños tontos del sur, como eu. Como que ainda não temos intimidade com este tipo de som? Um zumbido que é a nossa cara!

Deixemos de tonterías e vamos ouví-los. Estão no My Space e no blog Nuevo Folklore Argentino. O primeiro disco foi lançado pela Universal. Cliquem aí!

More folk & roll
Após esta propaganda introdutória, vamos à persuasão mais profunda, com argumentos irresistíveis, racionais e emocionais.

Conheci esta banda através de uma reportagem que li em Cosquín (ARG), na revista Sin Estribos. Falava, entre outras, de uma característica genial: “a Semilla provoca confusão nos vendedores, pois não se sabe em qual sessão expor o seu disco”. Este foi o único argumento que me fez ir até uma loja argentina e pedir o álbum, estivesse ao lado de CDs de rock, ou folclore. Guardei na mala e trouxe a iguaria para o Brasil.

Ouvindo-a, custei a notar que havia canções belas no meio daquela confusão estética que a Semilla propõe. Neste caso, o que confunde é o que provoca, é o que instiga, o que faz diferença. E eu estava ávido por estas sensações.

É rock. É zamba. É chacarera. É música de inventividade e emoção latentes.
Suas interpretações, como músicos, são simples. Sobressai-se apenas o tecladista, com pianos melódicos e hammonds virtuosos. O suficiente para acentuar cada letra em lugares estranhos e empolgantes.

A faixa Lucecita é encantadora. Deixem-se levar na dança de uma zamba singela.

Vamos, señores y señoritas! Abram seus corações para a diversidade estética! Não deixem o folclore separado do rock. Não deixem os velhos separados dos jovens. Vamos todos juntos! A la música del tercer milenio! Linda!

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